14 de Março de 2012

I ASSEMBLEIA MAYDAY PORTO

O MayDay é uma parada que congrega trabalhadores/as precários/as, percorrendo um percurso autónomo após o qual integra a marcha do 1º de Maio da CGTP. Em Portugal, o MayDay realizou-se pela primeira vez, em 2007, em Lisboa. No Porto, iniciámos a parada MayDay em 2009.

Em 2012, vamos novamente sair à rua porque acreditamos num futuro digno para todas/os e não aceitamos que nos condenem à precariedade, ao desemprego e à emigração forçada!


No dia 26 de Março, às 21h30, realiza-se a primeira assembleia preparatória do MayDay, às 21h30, no Café Aviz (Rua de Aviz, Porto)

VEM E TRAZ UM/A AMIGO/A TAMBÉM!

3 de Maio de 2011

Fotos Mayday 2011



Uma vez mais, manifestamo-nos contra a precariedade, numa marcha com muita garra e boa disposição. Para o ano vemo-nos de novo, com mais força.

26 de Abril de 2011

Claro que Diogo Leite Campos não é aldrabão

Por Daniel Oliveira, no Expresso.

O senhor Diogo Leite Campos quer acabar com os subsídios - subsídio de renda ou abono de família - sem saber onde realmente gastam os beneficiários o dinheiro. Não deixa de ser um raciocínio económico estranho, já que a despesa - os filhos ou a casa - estão lá. Para resolver o problema, quer fazer como se faz com os mendigos: dá-se-lhes uma sandes em vez do dinheiro. Através de um cartão de débito e recorrendo a instituições de caridade, como "albergues" ou a "sopa dos pobres". A leitura de Oliver Twist, de Charles Dickens, pode ajudar a perceber o modelo social de Leite Campo.

Num excelente almoço organizado pela Câmara do Comércio e Indústria Luso Francesa, onde perorou sobre a pobreza, Leite Campos explicou que "quem recebe os benefícios sociais são os mais espertos e os aldrabões e não quem mais precisa".

Seria impensável eu dizer que o senhor Leite Campos é um "aldrabão". Longe de mim pôr em causa a honorabilidade de tão distinta figura. Os insultos, já se sabe, são coisa que deixamos para os miseráveis. O direito ao bom nome vem com o cartão de crédito e quem não o traz na carteira só pode deixar de ser suspeito se lhe derem um cartão de débito. Os pobres são, até prova em contrário, mentirosos. Como não insulto o senhor, fica apenas este facto: estando ainda a trabalhar, já recebe uma reforma do Banco de Portugal. Quando se retirar da Universidade de Coimbra, juntará o que recebe já hoje ao que receberá dali. Acumulará duas reformas vindas do Estado.

Seria um argumento "ad hominem" atacar o professor Leite Campos, competente fiscalista, por causa das suas duas reformas. Dizer que ele é "esperto" e que gasta recursos do Estado que podiam ir "para quem mais precisa". Espertos são os pobres que ficam com os trocos. Quem consegue acumular reformas por pouco trabalho é inteligente. Os pobres enganam o Estado, os outros têm direitos. Os pobres roubam o contribuinte, os outros têm carreiras. Fico-me por isso pelos factos: a reforma que o senhor Leite Campos recebe do Banco de Portugal resulta de apenas seis anos de trabalho naquela instituição.

Cheira-me que se a generalidade dos portugueses recebesse reformas, estando ainda no ativo, por seis anos de trabalho e as pudesse acumular com outras dispensaria bem o abono de família e até o cartão de débito para ir à sopa dos pobres.

Aquilo que realmente está esgotar o crédito da minha paciência é ver tanto "esperto" que vive pendurado nas mordomias do Estado a dar lições de ética aos "aldrabões" que recebem subsídios miseráveis. É mais ou menos como dizia o outro. Já chega. Não gosto de tanto cinismo. É uma coisa que me chateia, pá.

Sobre os subsídios, Leite Campos disse: "O dinheiro não é do Estado, é nosso. Quem paga somos nós. Nós, contribuintes, temos direito a ter a certeza que o nosso dinheiro é bem entregue. Eu estou disposto a pagar 95 por cento do que ganho para subvencionar os outros, mas quero ter a certeza que é bem empregue, e que não vai parar ao bolso de aldrabões". Sobre as escandalosas reformas do Banco de Portugal, faço minhas as palavras do vice-presidente do PSD.

Mayday Lisboa troika as voltas aos jornalistas

O Mayday Lisboa anunciou à comunicação social que se iria reunir hoje com a Troika FMI-BCE-CE e a notícia foi transmitida em alguns jornais. Mas a notícia era apenas um engodo: na realidade não havia qualquer reunião e o Mayday pretendia apenas ilustrar como este grupo que pretende governar o país não se preocupa em ouvir as vozes de quem sofre as consequências das suas políticas.
Mais informação aqui.

19 de Abril de 2011

V Assembleia Mayday

Assembleia de preparação da manifestação Mayday 2011, que decorrerá no 1º de Maio, às 13h, na Praça dos Poveiros.
Sexta, dia 22, às 21.30, no Café Aviz (R. de Aviz, Porto).
Evento no Facebook.

Lançada Iniciativa Legislativa de Cidadãos por uma lei contra a precariedade

A “Lei Contra a Precariedade” é uma iniciativa legislativa que será subscrita por mais de 35.000 cidadãos eleitores e votada na Assembleia da República. O objectivo é combater a precariedade em três das suas vertentes mais comuns e injustas: os falsos recibos verdes, a contratação a prazo e o trabalho temporário.

Para informações sobre como participar nesta campanha clica aqui.

16 de Abril de 2011

Manifesto conjunto Mayday Porto e Lisboa 2011

PRECARIEDADE é não escolher ser precário/a. Precariedade é ter um contrato a prazo para uma função permanente. Precariedade é estar sistematicamente «à experiência», por mais experiente que se seja. Precariedade é ser obrigado/a a fazer descontos mesmo quando não se ganhou dinheiro. Precariedade é não ter direito ao subsídio de desemprego, mesmo quando se trabalhou e se descontou. Precariedade é trabalhar sem contrato e poder sempre ser despedido/a sem justa causa. Precariedade é fazer estágios não remunerados. Precariedade é não ser contabilizado/a nas já extensas listas dos desempregados.

NÃO ACEITAMOS que não haja alternativas. Não aceitamos continuar a apertar o cinto quando o de outros/as não aperta. Não aceitamos o extraordinário desperdício de competências que significa o desemprego. Não aceitamos adiar o presente nem hipotecar o futuro, o nosso e o das próximas gerações. Não aceitamos abdicar de usufruir de todos os direitos conquistados, porque para tal também contribuímos. Não aceitamos concorrer pelo salário mais baixo quando administradores/as de empresas públicas e privadas concorrem pelo vencimento mais alto. Não aceitamos viver com medo! Já não temos mais medo!

EXIGIMOS MUDANÇAS no valor de salários, bolsas e pensões, que sabemos ser possível qualquer que seja a conjuntura. Exigimos mudanças na estrutura das empresas e do Estado, em que democracia e direitos são valores que ficam à porta. Exigimos mudanças nas práticas coniventes entre patrões/oas e Estado, habituados a não cumprir o Código do Trabalho no que aos direitos de falsos/as trabalhadores/as independentes toca. Exigimos mudanças que libertem os/as trabalhadores/as da precariedade!

AQUI ESTAMOS trabalhadores/as contratados/as a prazo com despesas fixas cujos prazos de pagamento não perdoam. Aqui estamos trabalhadores/as com baixo salário, forçados/as a flexibilizar as despesas de cada mês. Aqui estamos falsos/as trabalhadores/as a recibos verdes enganados/as por empresas que não contratam e por um Estado que não reconhece o nosso direito à segurança. Aqui estamos bolseiros/as com bolsas cortadas pela ignorância de um Estado que não valoriza a investigação. Aqui estamos imigrantes duplamente explorados/as e discriminados/as. Aqui estamos discriminados/as pelo género ou pela orientação sexual, vítimas numa sociedade conservadora nos costumes e liberal na economia. Aqui estamos trabalhadores/as do sexo porque o nosso trabalho é trabalho e terá que sê-lo com direitos. Aqui estamos estagiários/as cujo trabalho não remunerado engorda o capital. Aqui estamos pessoas livres que não aceitam submeter-se!

E MANIFESTAMOS: A precariedade não Liberta! Manifestamos: No mundo ninguém é Estrangeiro/a! Manifestamos: Não há Liberdade enquanto houver Precariedade! Manifestamos: O País dos Precários/as saiu do Armário! Manifestamos: Recibos Verdes, Futuro Negro! Manifestamos: Se todos/as batermos o pé, o Mundo há-de tremer!

PRECÁRIOS/AS NOS QUEREM? REBELDES NOS TERÃO!
1º DE MAIO 2011